Para uma vida melhor
Os valores pelos quais vivemos têm mais importância quando os passamos a outros.
É sobre o ideal acima que a “Fundação Para Uma Vida Melhor” se baseia. E que belo ideal. Essa instituição sem fins lucrativos “apóia a crença de que todos os indivíduos têm direito à dignidade e ao amor-próprio e de que a maioria deles estão dispostos a assumir responsabilidade pelas suas ações e o seu bem-estar, quando as oportunidades lhes são oferecidas.”
Um forma de divulgação de sua mensagem são comerciais para tv baseados em seus valores, logo que assisti a um deles notei que era uma iniciativa que merecia ser passada pra frente.
Veja abaixo (ou aqui) o vídeo “Compaixão”:
Clique aqui para assistir os outros comerciais da fundação.






Ninguém aguenta mais ver nem ouvir, este comercial da Fundação, chamado de “Compaixão”. Já torrou nossa paciência, já está se tornando insuportável ver, rever, tornar a ver, ver de novo, essa violência, todos os dias. Acreditem: esse comercial não incentiva, de maneira nenhuma, como vocês pensam, a compaixão, mas faz a cabeça dos jovens imaturos e de tendências à agressivida repetirem esses atos, somente pelo simples fato de querer imitar a que é visto na tv. Façam outros comerciais menos agressivos, que mostrem a compaixão, sem que um desgraçado, infeliz, jogue no chão os livros de um estudante fraco e terrivelmente feio. O que um jovem desmiolado lê nas entrelinhas desse anúncio diariamente veiculado(e que nos tortura) é o seguinte: pessoas feias, tímidas e fracas, devem ser agredidas, seja de que maneira for. Sabemos que a intenção de quem fez este anúncio foi a de transmitir e passar a paz, a solidariedade, mas não é isso o que tenho constatado quando indago os jovens que conheço. Sou da terceira idade e faço parte da sociedade que está sendo massacrada, dizimada aos pouquinhos pelos marginais, mas sou também contra qualquer filme, comercial, estória ou história que incentive direta ou indiretamente a violência. Queremos paz, sossego, estamos desesperados, desprotegidos, a mercê dos bandidos em cada esquina e quanto menos filme de tiros, brigas, socos, etc. será melhor para nossos jovens, já que as crianças e adolescentes tendem a ser “macacos de imitação”, e quando não têm uma criação rígida, saudável, de boa família, aí a coisa desgringola. Haja vista os pitboys, que não são ladrões, nem bandidos, porém são extremamente violentos e promovem pancadarias a torto e a direito. Vejam-se a violência que existe nos estádios de futebol. Estão aí, inegáveis, filmadas, vistas por milhões, que seguem histéricamente repetindo os mesmos de barbárie, sempre.
Senhores, façam campanha contra a violência e a favor da solidariedade, da fraternidade, da compaixão, mas não usando um ato de vandalismo, antes de um ato de bondade. Que tal, não sei, mostrar uma velhinha que deixa cair sua bolsa e um rapaz corre para entregá-la? Não houve um ato de pré-violência antes de um ato de caridade. E existem mil e uma maneiras de mostrar todos os bons atributos de um ser de luz, um ser racional, um ser bom e digno. Mas, em nome da Paz e de Deus, não apontem antes um ato ruim e tão somente os atos dignos e saudáveis.