Evangelho Pé-no-Chão

A empresa de midia exterior Ad-Air bateu o recorde mundial de maior peça publicitaria com um anuncio que exibe no aeroporto de Dubai, nos Emirados Arabes Unidos. O anunciante é a Sorouh Real Estate e peça mede mais de 20,000 mts quadrados – mais do que 2 campos de futebol- e é para ser vista do alto, por quem está pousando ou decolando. [via BlueBus]
Esse anúncio muito se parece com as nossas pregações, seja a pregação da vida ou das igrejas. O evangelho é apenas compreendido por quem já está “dentro do avião”, ou seja, por quem já é cristão.
Exemplificando… temos um vocabulário próprio, nossas músicas e mensagens são de crentes para crentes, assim como nossos eventos. Será que podemos ser bons comunicadores, assim como Jesus foi? Cristo usava termos do cotidiano das pessoas para revelar o Reino de Deus, penso que deveríamos fazer o mesmo. Isso se quisermos ganhar esta geração.
A questão não está em se adaptar a ela, mas sim em comunicar bem o evangelho. De modo que as pessoas se identifiquem com a mensagem e abram os seus corações e mentes para Deus.
Temos que ser realistas e reconhecer que esta geração é a geração MTV. É a geração da internet, da velocidade, do instantâneo, do superficial. Como podemos comunicar o evangelho de uma forma relevante para eles?
- Talvez vivendo como Cristo viveu, sendo transparente e aberto a todos (mesmo para não-cristãos);
- Talvez falando menos evangeliquês e mais português;
- Talvez utilizando a tecnologia disponível para se relacionar com eles;
- Talvez fazendo músicas que não precisem de pelo menos 1 ano de igreja para serem compreendidas;
- Talvez _________ (dê a sua sugestão)
O que temos feito para alcançar os não-cristãos e não apenas manter os cristãos na igreja?






Sabe, me preocupo demais com isso. Nós podemos acompanhar, em sentido literal ou não, um Jesus que se identificou com o pequeno, com o que estava abaixo dEle mesmo, desde o momento em que se faz homem. Isso é incrível e preocupante, pois conheço poucos “cristãos” que procuram se identificar. Bem intencionados, é verdade, santos, é verdade, dedicados, é verdade, capacitados, demais! Mas fora de foco. Penso que a compaixão sem identificação é inútil.
Jesus foi a pessoa mais humana que passou pela terra sendo o cara mais sobrenatural de que se tem notícia. Uau! Então veja o quanto um sobrehumano se identificou com as pessoas e andou como gente e viveu como gente e andou COM gente, falou como gente, enfim.
Quero sonhar num evangelho focado no outro, para o outro, para aquele que não foi alcançado, para aquele que tem fome (as duas). Um evangelho limpo do “fermento velho” dos julgamentos e farisaísmos que temos acompanhado. Sonho em pertencer a uma Igreja (instituição) que vive como Jesus e o representa de verdade.
Uma pastora amiga minha tem uma resposta comum diante de desafios, situações difíceis e sonhos quase impossíveis como esse meu:
“Isso é fácil: Viva como Jesus”.
Talvez… Demonstrando fé em obras, agindo verdadeiramente a favor da história, do planeta, da sociedade e das pessoas.
Cara, vc ganhou o POST DO DIA.
É incrivel como tenho lido vários posts ultimamente sobre como tenho pensado e vivido.
É a nossa hora de sair das 4 paredes e começar a por a mão na massa de verdade, a influenciar!
Na minha igreja como trabalho na área de design tenho feito o possível para deixar os sites, cartazes e todo material de divulgação mais simples… sem aqueles textos cheios de expressões do “evangeliquês”. Tenho tentado ao máximo fazer algo com o que todos se identifiquem: cristãos e não cristãos.
Jeff,
Excelente comentário. Precisamos criar uma identificação com as pessoas, assim como Cristo fez. Compaixão sem identificação é apenas dó. Vamos viver como Cristo viveu! :)
Luís,
Que bom q Deus também está movendo você para esses assuntos. Devemos sim influenciar fora da igreja. A nossa influência deve começar com as nossas atitudes, na nossa vida cristã diária. Em casa, no trabalho, na escola, onde estivermos devemos ser testemunhas de Cristo.
Obrigado pelos comentários…
DTA. []’s
Talvez… sendo humanos e não religiosos
talvez… sendo nos mesmo e não o Ministro fulando nem o Pastor ciclano