Consumismo Cristão
Como seres humanos, herdeiros de uma natureza desfigurada da original, temos como uma de nossas características básicas o egocentrismo. Característica esta que os dias atuais tem evidenciado. Vivemos em um sociedade individualista, onde até mesmo a experiência religiosa é tratada como apenas mais um serviço. Passamos a ser consumidores da espiritualidade. Como em um supermercado, fazemos nossa lista de compras e adentramos os templos. Se não encontramos aquilo que estávamos buscando ou não gostamos do que há disponível existem vários outros lugares para serem degustados.
E nós cristãos, infelizmente, estamos sujeitos a ter essa atitude. Muito do descontentamento com a igreja se deve por a buscarmos com esse espírito consumista. Se o culto não atende as nossas necessidades e gostos então já é hora de procurarmos outra. É o mesmo conceito da televisão, se não gostamos da programação basta apenas trocar de canal.
Talvez precisemos rever o que nos faz buscar uma comunidade. Buscamos uma experiência cósmica e individual, ou buscamos nos reunir como seguidores de Cristo para juntos edificarmos uns aos outros?
Como deseja o apóstolo Paulo em Colossenses 3:16: “Que a palavra de Cristo habite permanentemente nas vossas vidas, enriquecendo os vossos espíritos de sabedoria, de forma a poderem comunicá-la uns aos outros, e a poderem aconselhar-se mutuamente, até mesmo através de salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com alegria e com gratidão nos vossos corações”.
Sinto que temos perdido esse espírito de comunidade, tão presente na igreja primitiva. Estamos mais orientados a atividade do que a relacionamento. Quando estamos com essa mentalidade o relacionamento com o irmão que senta ao nosso lado durante os cultos não passa de um superficial: “A paz do Senhor”. Estranho falarmos isso ao invés de: “Olá, está tudo bem com você?”.
