Quando era mais jovem costumava me envolver em praticamente todos os trabalhos da igreja em que freqüentava, como se costuma dizer: “atirava pra todos os lados”. Como sempre estive envolvido na liderança, buscava me esforçar para estar presente nas atividades: teatro, grupo de louvor, evangelhismo, EBD, cantina… ou seja, era quase onipresente. :P

Minha intenção não era tentar receber mais de Deus através dessas atividades. Pretendia apenas ajudar a igreja e isso se transmitia em muita ação, algo comum nos jovens e novos convertidos. Porém, penso se não teria sido mais eficaz se tivesse me concentrado no que faço de melhor e não ter tentado ser um super-herói.

Essa é uma das questões que o Dr. John Maxwell trata em “O Livro de Ouro da Liderança”, que estou lendo. Quando me concentro naquilo que faço de melhor, ou seja, naquilo que fui criado para ser, os resultados são maiores e melhores. Outra questão é que posso estar roubando o espaço de pessoas que podem ser muito melhores do que eu em determinadas áreas.

Vejo que o ativismo é algo comum em nossas igrejas, onde quem não se esforça para participar das atividades pode até sofrer discriminação. Não me entenda mal. É importante sermos participantes em nossa igreja local, porém precisamos entender em qual função nosso potencial será mais desenvolvido e útil. Devemos ter a consciência de que a igreja não depende de nós, nós é que dependemos do tratamento de Deus através da igreja.

Busque compreender o que você faz de melhor e se coloque a serviço do Reino. Nunca subestime as pessoas, busque complementá-las e ser complementado.

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