Os problemas da nossa sociedade e da Igreja brasileira são visíveis, não precisam que ninguém os aponte. O que precisamos são soluções.

Uma pergunta que devemos cada vez mais nos fazermos é: “como?”. Como nós, cristãos e cidadãos brasileiros, conscientes da realidade da nossa nação, podemos influenciar e gerar transformação na prática?

Bom, o primeiro passo é votar conscientemente. Mas, quais são os próximos? Como Igreja, devemos respostas à sociedade, isso se somos realmente agentes transformadores comissionados por Deus. Nossa área de atuação não pode se restringir apenas aos prédios de nossas igrejas, pois assim não passaríamos de mais um grupo religioso fechado em seu próprio mundo. Nossa prática de boas obras devem ser visíveis para que Deus seja exaltado.

Precisamos de mais prática e menos discurso. Como dizia Michaelangelo: “Critique criando”.

Sugestões (soluções)?

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7 Comentários para “Critique Criando”

  1. Atos 2:42-47 é a solução.
    “42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
    43 E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
    44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
    45 E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
    46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
    47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.”

  2. Pois é PC isso vem de encontro com uma preocupação genuína - mudar, ajudar a mudar, criar um movimento via bases. E o termo “Agentes de Transformação” é o que está me rondando há semanas.

    O que creio - de um jeito ou d’outro a revolução virá !

  3. Certamente votar mal é um começo…

    Nosso envolvimento me parece que deve ser mais profundo do que um mero voto pode fazer, deve ir além de participação no quadro político do país - onde devemos agir pelo bem de todos e não para impor a lei de Deus aos homens, devemos agir com mais profundidade que isso.

    … eu vejo que o envolvimento que temos que ter como cristãos é no sentido de ser o oposto do comportamento que vemos por aí: pessoas que querem se aproveitar do governo, de suas empresas, da cidade, de outras pessoas, onde o importante é “eu me dar bem”. Fomos chamados para ser o oposto disso. Como aconteceu com o povo de Deus, em pleno cativeiro babilônico:

    “O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz o seguinte a todos os judeus que ele deixou Nabucodonosor levar como prisioneiros de Jerusalém para a Babilônia: ‘Construam casas e morem nelas. Plantem árvores frutíferas e comam as suas frutas. Casem e tenham filhos. E que os filhos casem e também tenham filhos. Vocês devem aumentar em número e não diminuir. Trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros. Orem a mim, pedindo em favor dela, pois, se ela estiver bem, vocês também estarão.(…)” (Jeremias 29:4-7)

    Para muitos cristãos que acham que a cidade não merece uma atenção incondicional, que pensam que somos escravos de uma determinada classe política ou social, enfim, Deus continua dizendo “trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros” (v.7).

    A crítica que precisamos fazer é em relação à cultura que a sociedade impõe em relação ao “ser dar bem” em detrimento dos maus, dos injustos, dos que nos escravizam… e Deus está dizendo o contrário. Sejam justos sempre e trabalhem para que a cidade cresça pois se a cidade estiver bem, também estaremos.

    Assim agimos como restauradores do Shalom (a Paz de Deus). Mas como diz a palavra em seu significado mais amplo, restauramos todo um tecido que deve funcionar em harmonia. Vamos conseguir?

    Provavelmente não…
    … mas isso não deve diminuir a nossa postura nessa missão.

    Essa é uma das minhas sugestões.
    .abraços.
    .em Jesus.
    .Rahel.

  4. Saulo,
    Realmente o modelo da igreja primitiva deve ser o nosso exemplo maior, entretanto devemos nos atentar em como transpor estes princípios para a nossa geração e os aplicarmos com soluções práticas.

    Volney,
    O Espírito Santo é o maior revolucionário que existe, se estivermos atentos à sua direção seremos de fato “Agentes de Transformação” na nossa sociedade. Precisamos identificar o que temos ignorado e agir.

    Rahel,
    Excelente citação. Precisamos rever o nosso conceito de cidadania. Será que os nossos olhos não devem estar voltados mais para o nosso lar terreno, e não no lar celeste, já que é aqui onde o nosso próximo está?

    Obrigado pelos comentários, e vamos continuar a conversa. ;)
    DTA. []’s

  5. Volney Faustini

    Acho que a questão, Paulo, colocada por você - é mais na linha da mudança cultural mesmo … o Reino aqui e agora. Por isso de ser agentes de transformação.

    Recebi um ok para dar um palestra na minha antiga escola (mil novecentos e bolinha) ainda em dezembro. Acho que essa é uma oportunidade legal. É claro que estamos fazendo outras coisas (com o cuidado não cair no ativismo) - o blog é outra. Mas concordo que precisamos de mais fatos que comprovem que realmente estamos realizando algo para a transformação do mundo!

  6. Com certeza Volney. Precisamos refletir o Reino de Deus na terra. O que está nas nossas mãos que podem fazer diferença real na sociedade a nossa volta? Isso sempre se voltará à ajuda ao próximo. É o amor que gera a transformação.

  7. Olá Paulo,

    Eu sinceramente não acho que a questão reside em colocar os nosso olhos mais aqui em detrimento do lar celeste - mas não tenho certeza de que é isso que você está sugerindo.

    Digo isso com base em três citações:
    - Jesus nos ensinou a orar “Venha o teu Reino. Que a tua vontade seja feita aqui na terra como é feita no céu! ” (Mateus 6.10)
    - Jesus enviou seus discípulos dizendo: “Curem os doentes daquela cidade e digam ao povo dali: ‘O Reino de Deus chegou até vocês’” (Lucas 10.9);
    - Paulo falou: “Pois para mim viver é Cristo, e morrer é lucro.” (Filipenses 1.21)

    Sabemos, assim como Paulo, que morrer é lucro, com vistas para o Reino dos céus. Mas recebemos de Jesus a missão de levar a sua Palavra e promover as curas que pudermos promover através de nossos dons e habilidades, conforme cada uma receber, pois tudo o que fazemos em nome de Jesus ao nosso próximo, para a cidade, para promova a restauração da Paz (Shalom) anuncia o Reino de Deus (Lucas 10.9).

    Então sempre que oramos, na oração que Jesus nos ensinou, “Venha o Teu Reino”, estamos ao mesmo tempo pedindo que esse Reino se manifeste em nós através de nossa fé e ao mesmo tempo aceitando a missão de ser aqueles que fazem a vontade do Pai aqui na terra, “porque o reino de Deus está dentro de vós.” (Lucas 17.21).

    Na verdade, não existe essa separação do Reino em “duas dimensões”, do céu e da terra… pois a base do Reino do céu é a restauração da vida eterna reconciliada com Deus, e quando isso começa, como diz a carta de Tiago (Tiago 2.26), as manifestações desse Reino que está em nós começam imediatamente em cada atitude, com mudança de postura, com ações - produtos da fé.

    Por isso temos uma missão que não está dividida em duas partes mas é produto de uma só fé, uma só esperança na Salvação: anunciar o Reino, que está próximo e agir como aqueles em quem o Reino já está.

    Precisamos aprender a falar e também, não apenas transformar, mas transtornar a cidade e a vida das pessoas com ações de amor que vão completamente a cultura individualista e consumista (não falo de uma forma socialista), ações que demonstram que estamos remando contra a maré social de pessoas centradas em si mesmas.

    .abraços.
    .Rahel.

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