A última edição da Revista Exame está com uma matéria bem interessante sobre uma nova tendência do marketing na internet brasileira: a opinião dos blogueiros. O artigo mostra como as empresas tem aproveitado a credibilidade conquistada pelos blogueiros para colocar os seus produtos em evidência.
Esta ação representa uma quebra do paradigma do marketing tradicional, pois com ele a empresa perde o controle sobre como o seu produto será apresentado ao público. Se agradar ao blogueiro a ação pode ser positiva, caso contrário pode ser desastrosa. Esse tipo de ação tem recebido algumas críticas dos blogueiros mais conservadores. O próprio título do artigo, “Quanto vale a opinião deles”, já recria essa polêmica. Por tudo isso sugiro a leitura.
Até onde sei, esse tipo de ação de marketing ainda não ocorreu na blogosfera cristã nacional (estou certo?). Porém, creio que seria muito interessante para as gravadoras, editoras e afins do mercado cristão.
Se alguma empresa estiver interessada em uma análise minha de seus produtos é só enviá-los para a minha residência. :P

Eu venho acompanhando os mais variados casos da blogsfera nessa questão das ações de marketing na internet ou da publicidade direta em sites de blogs. E realmente há um preconceito…
… muitos gostariam de ganhar para apresentar um produto, mas é quase unânime que isso caracteriza uma falta de ética blogueira. A ação precisa muito bem feita. A própria questão da Coca-cola, por exemplo, demonstra como as coisas podem repercutir negativamente com muita facilidade.
Se você não exige nada, ainda assim, o tiro pode sair pela culatra.
E como ficaria a questão ética em relação ao mercado cristão?
Acho que o negócio pode ser ainda pior em termos de repercussão negativa.
Eu vejo nesse caso, que as melhores ações são as que vem vestidas com um outro propósito, por exemplo, ajudar alguém, um determinado grupo… promover uma ação positiva em relação a algo, enfim… e no meio disso, a marca ou o produto dando certo suporte em algumas das etapas. E ainda assim.
Faz algum tempo, bombaram notícias de atores que eram pagos para entrar em um lanhouse e jogar um determinado jogo que estava sendo lançado no mercado, chamando a atenção para si… e, volta e meia, oferendo a oportunidade de um ou outro consumidor jogar ou testar o jogo, por exemplo. A polêmica é que o ator se fazia passar por um consumidor comum, o que rompia a credibilidade da informação.
A mesma coisa acontece com um bloqueiro que está ganhando seja dinheiro, viagem, empréstimos de produtos, enfim… não interessa, se o processo não for transparente, o consumidor se sente lesado. Ou seja, assim como as pessoas gostariam de ser abordadas pelo ator-jogador da Lan dizendo: “Boa tarde, minha empresa está desenvolvendo essa novo jogo você gostaria de testá-lo, jogar um pouco ou ver como funciona?”; assim também os comsumidores se sentirão melhor quando o blogueiro anunciar:”recebi isso ou aquilo, viajei com tudo pago pela empresa ‘tal’, e agora quero contar para vocês como foi a experiência”.
Enfim… é uma situação simples de credibilidade e transparência.
.abraços.
.Rahel.
O simples fato de você e eu termos ganhado livros em promoções há alguns meses atrás já indica isso. A editora Ediouro tem usado a Agência Frog (de mídias sociais) pra divulgar livros dela em blogs cristãos.
abs
Olá,
Passando para conhecer seu belo e interessante espaço e desejar um lindo domingo e paz.
Smack!
Edimar Suely
Rahel, ótima observação. A transparência e ética, independente do blogueiro (cristão ou secular), deve ser prioridade para o futuro saudável entre o marketing e a blogosfera.
Ricardo, me referia à ação de marketing onde a empresa encaminha o seu produto ao blogueiro para que o mesmo o analise em seu blog. O sorteio de produtos em blogs, no qual já paticipamos, pode ser considerada, em minha visão, uma ação mais tradicional.
Edimar, obrigado pela visita e comentário. ;P
DTA. []’s