Servir não é Dever, é Ser
“Nós amamos, servimos e cuidamos dos outros porque esta é a conduta normal de pessoas cheias do Espírito de Deus. Somos cristãos. Cristo foi o servo maior. Não podemos deixar de servir porque o Espírito do Servo tem enchido o nosso coração. Quando servimos, estamos sendo apenas quem naturalmente somos.” - Steve Sjogren, trecho do livro Seeing Beoynd Church Walls

É certo que como cristãos temos, agora, pela fé, uma nova natureza: a de Cristo (Colossenses 2:10).
Porém, até mesmo o apóstolo Paulo reconhece uma dificuldade na dualidade da natureza humana lutando com a natureza de Cristo em nós. Acontece que me parece que a conclusão de Paulo é que nossa natureza é fraca e vendida ao pecado, e que a natureza que nos leva a servir é a natureza de Cristo:
“(…) mas eu sou humano e fraco e fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo. E isso mostra que, de fato, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Portanto, esta é a minha situação: no meu pensamento eu sirvo à lei de Deus, mas na prática sirvo à lei do pecado.” (Romanos 7.14-25)
Eu acho importante essa conclusão de Paulo para nos manter em humildade, com o servo, de forma que não pensemos de nós mesmo mais do que realmente somos. Na prática, há um perigo grande em acharmos que somos os grandes servos agindo como naturalmente somos, quando na verdade, quando agimos como naturalmente somos corremos um risco muito grande de centrarmos nossas ações em nossas forças. Por outro lado, quando reconhecemos que precisamos estar unidos em Cristo para realmente agirmos de acordo com a natureza do Servo, então podemos reconhecer que Ele age através da nossa fraqueza para nos tornar fortes, não segundo a nossa natureza, mas segundo a dele.
.abraços.
.em Jesus.
.Rahel.
Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não.
Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lucas 17.9,10)
Rahel, obrigado pelo comentário.
Creio que a intenção do autor do comentário que citei era mostrar que a natureza do cristão é servir ao próximo, por isso somos “naturalmente” servos. Isso para mostrar que, assim como na igreja primitiva, o servir é algo que flui das pessoas cheias do Espírito Santo. É claro que isso não nos isenta de fazermos coro ao apóstolo Paulo, ainda continuamos humanos. Esse é o desafio, dia após dia lutar contra nós mesmos para que possamos servir a Deus e ao nosso próximo, assim como Cristo nos deixou de exemplo.
Kennedy, sua citação é um ótimo lembrete.
Por isso que toda honra deve ser somente a Cristo, pois sem ele nada podemos fazer (João 15:5).
Obrigado pela participação de vcs.
DTA. []’s