Nos Primeiros Versos
Me encanta a sequência da narrativa da criação. O texto descreve como Deus, que por ser eterno não tem origem, “chama à existência coisas que não existem, como se existissem”. Como um pintor, desenha o seu quadro. Observa e acrescenta detalhes. Colore, dá perspectiva e, como todo bom artista, deixa um pouco de si na criação. E então, fica satisfeito.
O eterno cria tudo o que vemos através de simples, mas poderosas palavras. A vontade divina é expressa e a Sua excelência entra no plano físico. Os primeiros capítulos da bíblia são uma amostra do quão grandioso é o Deus que se revela em suas páginas. Aquele que do nada cria o tudo ao som da sua voz.
Gosto do paralelo que C.S. Lewis faz no livro O Sobrinho do Mago, da série Crônicas de Nárnia. Nele, o leão Aslam cria o mundo de Nárnia através de seu canto (leia um trecho). É interessante imaginar a criação assim, fruto de uma melodia divina.
Mas, o que mais me chama a atenção é que, diferente dos outros seres viventes, para criar o homem Deus não dá ordens. Ele mesmo o forma a partir do pó da terra. O modela, o toca e sopra em suas narinas o fôlego de vida. De forma pessoal e íntima a humanidade é criada à imagem e semelhança do divino. E a partir de então, Deus nunca deixou de buscar um relacionamento pessoal e íntimo com sua obra-prima.
A pergunta que ecoa nas páginas da história é: “O queremos?”.






Muito bom o teu texto.
Pensar na criação também me deixa sempre em estado de contemplação e espanto.
Gostei da ideia de sermos criados por meio do fruto de uma melodia divina.
Escrevi um texto sobre isso, que não sei se leste, mas que partilho aqui contigo.
Acho que me vais perceber também. :)
Um abraço fraterno Paulo.
http://coisasdemim.blogspot.com/2009/06/profundo-espanto.html
Oi Vilma! Obrigado pelo comentário. Creio que a criação envolveu muito entusiasmo, assim como diz o seu texto. A excelência divina acompanha a excelente alegria. :)
DTA. []’s