Archive for the ‘pensamentos’ Category

Os problemas da nossa sociedade e da Igreja brasileira são visíveis, não precisam que ninguém os aponte. O que precisamos são soluções.

Uma pergunta que devemos cada vez mais nos fazermos é: “como?”. Como nós, cristãos e cidadãos brasileiros, conscientes da realidade da nossa nação, podemos influenciar e gerar transformação na prática?

Bom, o primeiro passo é votar conscientemente. Mas, quais são os próximos? Como Igreja, devemos respostas à sociedade, isso se somos realmente agentes transformadores comissionados por Deus. Nossa área de atuação não pode se restringir apenas aos prédios de nossas igrejas, pois assim não passaríamos de mais um grupo religioso fechado em seu próprio mundo. Nossa prática de boas obras devem ser visíveis para que Deus seja exaltado.

Precisamos de mais prática e menos discurso. Como dizia Michaelangelo: “Critique criando”.

Sugestões (soluções)?

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Em minha opinião, a resposta de Pedro ao questionamento “Vocês também não querem ir?”, i.e. abandonar-me, de Jesus é uma das mais belas afirmações da Bíblia. Uma autêntica declaração de fé:

“Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus.”

Ainda que o caminho seja difícil, por mais que eu não entenda as duras palavras… que tenhamos essa declaração viva em nosso coração para que nada nos faça abandonar o mestre.

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Uma vez ou outra ouve-se falar de pessoas que abandonaram a fé cristã e hoje se consideram ateus ou se juntaram ao time dos “sem-igreja”. Grande parte dessas pessoas estão nesta situação por passarem por decepções com líderes e/ou membros da igreja que participavam.

A situação colocada acima me leva ao seguinte questionamento:

Qual deve ser o fundamento da nossa fé?

Ao ingressarmos numa comunidade naturalmente nos identificamos com certas pessoas e admiramos nossos líderes. Porém, estas mesmas pessoas podem algum dia nos decepcionar com suas atitudes ou palavras. Pessoas que considerávamos verdadeiros referenciais da fé estão sujeitas, assim como todos nós, a se desviarem da verdade. Devemos entender que a igreja não é o “paraíso na terra”, ela é mais parecida com um hospital, onde todos estão em tratamento.

Sendo assim, a nossa fé não pode estar fundamentada na fé de outras pessoas. A fé verdadeira, sendo assim proveniente de Deus, está firmada única e exclusivamente em Jesus. Ainda que não existam esperanças ao nosso redor, continuamos firmes por que sabemos quem Ele é. E ainda que as pessoas ao nosso redor se desviem, continuamos crendo.

A fé fundamentada em homens é fraca. É como a casa construída na areia, que Jesus ensinou. Logo vem a tempestade e a derruba, pois não tem fundamento sólido. Porém, a fé fundamentada em Cristo é como a casa contruída sobre a rocha, e assim nenhuma tempestade pode a fazer cair. E somente se constrói esta casa ouvindo e praticando as palavras de Jesus.

Ao ouvirmos e praticarmos Suas palavras então estamos conscientes de que a nossa fé está fundamentada em quem Cristo é, no que Ele fez e no que Ele ainda pode fazer. Pois:

“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” - Hb 13:8

Esta fé é inabalável.

C. S. Lewis frequentou a mesma igrejinha durante trinta anos. A experiência não tinha nada de extraordinário a cada semana. A maior parte daqueles anos Lewis não se importava muito com os sermões; ele até mesmo sentava-se atrás de um pilar para que o ministro não visse suas expressões faciais. Ele ía ao culto sem música porque não gostava dos hinos. E saía logo após a comunhão da Ceia provavelmente porque não gostava de se envolver nas conversas com os outros membros depois do culto. Mas a longa obediência numa mesma direção moldou a vida de Lewis de um modo que nada mais poderia.

Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário frequentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?”

Sua resposta foi a seguinte: “Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não frequentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa.

Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário.” (C. S. Lewis, God in the Dock, pp 61-62)

[via Sandro Baggio::Mere Theology]

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Como seres humanos, herdeiros de uma natureza desfigurada da original, temos como uma de nossas características básicas o egocentrismo. Característica esta que os dias atuais tem evidenciado. Vivemos em um sociedade individualista, onde até mesmo a experiência religiosa é tratada como apenas mais um serviço. Passamos a ser consumidores da espiritualidade. Como em um supermercado, fazemos nossa lista de compras e adentramos os templos. Se não encontramos aquilo que estávamos buscando ou não gostamos do que há disponível existem vários outros lugares para serem degustados.

E nós cristãos, infelizmente, estamos sujeitos a ter essa atitude. Muito do descontentamento com a igreja se deve por a buscarmos com esse espírito consumista. Se o culto não atende as nossas necessidades e gostos então já é hora de procurarmos outra. É o mesmo conceito da televisão, se não gostamos da programação basta apenas trocar de canal.

Talvez precisemos rever o que nos faz buscar uma comunidade. Buscamos uma experiência cósmica e individual, ou buscamos nos reunir como seguidores de Cristo para juntos edificarmos uns aos outros?

Como deseja o apóstolo Paulo em Colossenses 3:16: “Que a palavra de Cristo habite permanentemente nas vossas vidas, enriquecendo os vossos espíritos de sabedoria, de forma a poderem comunicá-la uns aos outros, e a poderem aconselhar-se mutuamente, até mesmo através de salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com alegria e com gratidão nos vossos corações”.

Sinto que temos perdido esse espírito de comunidade, tão presente na igreja primitiva. Estamos mais orientados a atividade do que a relacionamento. Quando estamos com essa mentalidade o relacionamento com o irmão que senta ao nosso lado durante os cultos não passa de um superficial: “A paz do Senhor”. Estranho falarmos isso ao invés de: “Olá, está tudo bem com você?”.

jul 09

Faça-nos Um

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Quando penso em igreja não a vejo como uma instituição religiosa marcada pelos tropeços de alguns, mas sim como um grupo de pessoas chamadas para representar o Reino de Deus na terra. Nessa igreja cada crente em Jesus Cristo é um templo onde Deus habita (tabernáculos marcados pelo sacrifício final e perfeito de Cristo), e onde Deus habita há paz e renovação diária.

Essa é a igreja em que creio, ou seja, pessoas. Pessoas essas que podem nos desiludir, nos magoar, nos trair, mas que também podem se erguer e trazer a justiça de Deus para a terra. Essa é a igreja que atravessa gerações, aquela que é composta por pessoas dispostas a negar-se para seguir e servir o Evangelho santo.

Jesus confiou sua missão a homens falhos, mas que guiados pelo Espírito Santo mudaram o mundo. O que poderia acontecer hoje se parássemos de lutar contra nós mesmos e nos juntássemos para, em um só coração e uma só fé, anunciarmos o Evangelho de forma íntegra e integral?

“E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” Jesus Cristo

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